Deputado manda recado à Alexandre de Moraes após ação da PF contra Bolsonaro

O deputado , do PL de Mato Grosso do Sul, se manifestou nas redes sociais acerca da ação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro nesta sexta-feira (18/07), e enviou recado ao ministro , do Supremo Tribunal Federal. No recado, Nogueira acusa o magistrado de estar afrontando o presidente americano Donald Trump, após cartas do estadunidense confrontar o papel da Justiça brasileira, em especial a atuação de Moraes, na investigação que apura se Bolsonaro teve influência sobre os atos antidemocráticos de 8 de janeiro.

“Ministro Alexandre Moraes, o senhor não está pensando no país nem na economia do Brasil. As suas decisões estão afrontando o presidente Trump e com certeza o histórico do presidente Trump não é de voltar atrás das suas decisões e muito menos retrocede nas suas negociações”, avisou o parlamentar sul-mato-grossense.

Para Rodolfo, a ação da Polícia Federal na casa do ex-presidente do PL e no escritório do partido em , estaria atendendo os interesses do Partido dos Trabalhadores, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, solicitados no Superior Tribunal Federal. Nogueira destaca no vídeo publicado nas redes sociais que a decisão de Moraes foi monocrática, ou seja, não envolveu os demais ministros da corte.

“Mais uma perseguição implacável”, definiu o deputado bolsonarista, que na legenda da postagem acusou o Senado Federal de estar permitindo Alexandre de Moraes de “peitar” o presidente Donald Trump. A menção aos senadores se dá em razão dos pedidos de impeachment do ministro, que acumula cerca de 28 registros, liderando no Congresso a ostensiva parlamentar para remoção do STF.

Operação mira Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi alvo, nesta sexta-feira (18), de uma operação da Polícia Federal determinada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes.

Bolsonaro terá que usar tornozeleira eletrônica e, segundo apurou o UOL, foi à superintendência da PF em Brasília com carro próprio para colocar o dispositivo. A decisão também impõe restrições severas, incluindo:

  • Proibição de contato com outros réus e investigados, como seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos e atua como elo com o ex-presidente Donald Trump;
  • Recolhimento domiciliar das 19h às 7h e nos finais de semana;
  • Proibição de comunicação com embaixadores e diplomatas estrangeiros;
  • Impedimento de acesso a redes sociais;
  • Restrição de aproximação de embaixadas — em novembro de 2024, Bolsonaro afirmou que se sentia perseguido e cogitava pedir refúgio em embaixada caso houvesse ordem de prisão.

A operação foi autorizada após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. Agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão nas residências de Bolsonaro, em Brasília e no Rio de Janeiro, além da sede do PL.

As suspeitas são de coação no curso do processo, obstrução de Justiça e ataque à soberania nacional.

A defesa do ex-presidente divulgou nota dizendo que ele “recebeu com surpresa e indignação a imposição de medidas cautelares severas” e que “sempre cumpriu com todas as determinações do Poder Judiciário”. O partido ainda não se manifestou oficialmente.

Durante a ação, os agentes apreenderam cerca de US$ 14 mil na casa do ex-presidente, em Brasília. A investigação apura se o valor poderia ser utilizado em uma eventual tentativa de fuga.

As medidas fazem parte da PET nº 14129 em andamento no Supremo Tribunal Federal.

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