Prefeitura de Campo Grande vai estudar separar o IPTU da taxa do lixo para 2026, diz secretário
A Prefeitura de Campo Grande estuda separar a cobrança da taxa do lixo e do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) para o ano que vem, segundo o secretário municipal de Governo e Relações Institucionais, Ulisses Rocha. O chefe da pasta adianta que reuniões para definir detalhes serão realizadas.
“Na verdade, a gente pensa em como separar isso para o próximo ano, porque vem tudo na mesma cobrança. Até tinha a sugestão de alguns secretários, que deram ideias de como é procedida a cobrança em outras cidades”, explica Rocha, após votação, na Câmara Municipal, que manteve o veto da Prefeitura ao projeto que tentava baratear o valor cobrado no carnê do imposto.
Ulisses explica que o Executivo municipal avalia separar a cobrança enviando dois códigos distintos para pagamento — um referente ao IPTU e outro à taxa do lixo — ou com dois boletos separados.
O presidente da Câmara de Campo Grande, Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), disse que a possibilidade de separar as cobranças pode ser uma melhoria para a população.
“É um conforto para o contribuinte. Acho importante para a população ter essa separação do código de barras e fazer dois pagamentos. Os valores embutidos são uma pegadinha com o contribuinte”, disse Papy.
Câmara mantém veto
Os vereadores de Campo Grande mantiveram o veto da Prefeitura ao projeto que poderia reajustar a taxa do lixo, imposto que virou alvo de judicialização após reclamações dos contribuintes. A votação, na sessão ordinária da última terça-feira (10), foi apertada — faltou apenas um voto para derrubarem o veto do Executivo.
O resultado foi de 14 vereadores contra o veto da prefeita Adriane Lopes (PP) e sete votos favoráveis a manter o veto. A ausência de seis vereadores ‘pesou’ na votação.
No dia 12 de janeiro deste ano, os vereadores realizaram uma sessão extraordinária e aprovaram de forma unânime o Projeto de Lei Complementar 1.016/26, que suspendia os efeitos do Decreto n. 16.402, de 29 de setembro de 2025. O texto tentava barrar o aumento da taxa do lixo, o qual impacta o valor do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). A proposta foi rejeitada pelo Executivo poucas horas após ser aprovada na Casa de Leis.
Os vereadores alegaram irregularidades no PSEI (Perfil Socioeconômico Imobiliário). A edição recente deste estudo embasou o aumento da cobrança de taxa de lixo e, consequentemente, impactou o valor do carnê do IPTU. Já o desconto à vista, que caiu de 20% para 10%, não foi discutido.
Após o veto da Prefeitura, o texto retornou à Casa de Leis para apreciação do veto. De acordo com o Regimento Interno da Casa de Leis, os vereadores teriam 30 dias para apreciar o veto após o recebimento. O veto só poderia ser rejeitado pela maioria absoluta dos vereadores. Ou seja, seriam necessários 15 votos, o que não ocorreu.
Confira abaixo como cada vereador votou sobre o veto que poderia derrubar o reajuste da taxa do lixo:
Derrubar o veto (14)
- Maicon Nogueira
- Professor Riverton
- Ronilço Guerreiro
- Herculano Borges
- Luiza Ribeiro
- Jean Ferreira
- Ana Portela
- Marquinhos Trad
- Otávio Trad
- André Salineiro
- Clodoilson Pires
- Flávio Cabo Almi
- Rafael Tavares
- Veterinário Francisco
Manter o veto (8)
- Beto Avelar
- Carlão
- Prof. Juari
- Dr. Victor Rocha
- Dr. Jamal
- Wilson Lands
- Leinha
- Delei
Ausentes (6)
- Dr. Livio
- Fábio Rocha
- Coringa
- Landmark
- Neto Santos
- Silvio Pitu
- Presidente: Papy (PSDB) — não vota por presidir a sessão



