Mendonça prorroga inquérito do caso Master por 60 dias e defesa discute delação
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira prorrogar por mais 60 dias o inquérito que investiga as fraudes do Banco Master, em um momento em que a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro discute uma eventual delação premiada, segundo despacho do magistrado e fontes com conhecimento direto das tratativas.
Na decisão, Mendonça citou que a Polícia Federal havia pedido uma nova prorrogação do prazo para a “realização de diligências reputadas imprescindíveis para o esclarecimento dos fatos”.
“Considerando-se as razões apresentadas pela autoridade de polícia judiciária federal…, defiro o pedido, prorrogando o inquérito por mais 60 (sessenta) dias”, decidiu o relator do caso.
A prorrogação das apurações conduzidas pela PF ocorre duas semanas após Daniel Vorcaro ter sido preso preventivamente pela segunda vez nas investigações do Master, o que aumentou a pressão por uma eventual colaboração do banqueiro.
Segundo três fontes a par das tratativas, emissários e advogados de Vorcaro já deram sinais nos últimos dias a integrantes do Congresso Nacional e a envolvidos nas investigações que ele estaria, sim, disposto a fazer uma colaboração premiada, revelando nomes e situações que poderiam implicar diversas autoridades.
Na decisão, Mendonça citou que a Polícia Federal havia pedido uma nova prorrogação do prazo para a “realização de diligências reputadas imprescindíveis para o esclarecimento dos fatos”.
“Considerando-se as razões apresentadas pela autoridade de polícia judiciária federal…, defiro o pedido, prorrogando o inquérito por mais 60 (sessenta) dias”, decidiu o relator do caso.
A prorrogação das apurações conduzidas pela PF ocorre duas semanas após Daniel Vorcaro ter sido preso preventivamente pela segunda vez nas investigações do Master, o que aumentou a pressão por uma eventual colaboração do banqueiro.
Segundo três fontes a par das tratativas, emissários e advogados de Vorcaro já deram sinais nos últimos dias a integrantes do Congresso Nacional e a envolvidos nas investigações que ele estaria, sim, disposto a fazer uma colaboração premiada, revelando nomes e situações que poderiam implicar diversas autoridades.
A fonte do STF disse que, dado o volume de material e eventuais novas frentes de investigação que devem aparecer, a conclusão da apuração deverá atravessar até as eleições de outubro. Ela poderia ser abreviada se eventualmente ocorresse uma delação premiada, o que poderia encurtar o prazo para a finalização das investigações.



