Consórcio Guaicurus propôs a troca de 100 ônibus, mas precisa substituir 235, diz Adriane Lopes
A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), afirmou que o município precisa da substituição de 235 ônibus do transporte coletivo, enquanto a proposta apresentada pelo Consórcio Guaicurus prevê a troca de apenas 100 veículos. A declaração foi dada ao comentar o parecer contrário do Ministério Público ao pedido de aumento da tarifa do transporte público. O sistema atualmente passa por intervenção da Prefeitura devido a problemas na prestação do serviço.
Segundo Adriane, o município tem cobrado o cumprimento integral do contrato firmado com o consórcio responsável pelo transporte coletivo da Capital. “Desde que eu assumi a gestão, eu estou cobrando aquilo que é o objeto do contrato. Qual é o objeto do contrato? A gente faz a nossa parte, o município, e a empresa faz a parte dela. Hoje nós estamos chegando a 235 ônibus para serem trocados”, afirmou.
A prefeita destacou ainda que a renovação da frota é condição necessária para qualquer discussão sobre o reajuste tarifário. “Como que aumenta o valor de uma tarifa, sendo que a contrapartida da empresa, que é a prestação de serviço, não é de qualidade e não está cumprindo o que se preza no contrato?”, questionou.
De acordo com Adriane, a falta de investimentos ao longo dos anos levou ao atual cenário de conflito entre o município e o Consórcio. “Se tem que trocar 235 ônibus e não foram trocados, algum descumprimento e algum desequilíbrio vão ter nesse contrato. Então a proposta recentemente deles é trocar 100, mas tem que trocar 235”, disse.
A prefeita também afirmou que o impasse dificulta o entendimento entre o Poder Público e a concessionária. “É complexo, não é muito fácil de resolver porque, ao longo dos anos, a empresa deixou de fazer investimentos que chegaram à situação [de] hoje, em que nós estamos em litígio e não tem como o poder concedente e o concessionário trabalharem no litígio”, declarou.
O Consórcio Guaicurus é alvo de intervenção da Prefeitura desde este ano após sucessivas reclamações sobre atrasos, superlotação, falhas mecânicas e descumprimento contratual no transporte coletivo de Campo Grande.


