Presos por desvios de R$ 27 milhões, médica e dono de bar entram com habeas corpus
Dois investigados presos na Operação Gutenberg — deflagrada na terça-feira (7) —, responsável por revelar esquema que desviou R$ 27 milhões da educação em cidades de Mato Grosso do Sul, entraram com pedido de liberdade (habeas corpus).
Conforme o Diário da Justiça, a médica Olívia Paroschi Jafar e o empresário Paulo Rogério de Melo, dono de bar e garagem em Campo Grande, foram os primeiros a entrar com habeas corpus.
No sábado, a empresária Jéssyca Duarte Bugartt já havia conseguido a prisão domiciliar, concedida devido ao fato de ter filho em fase de amamentação.
Confira os presos na Operação Gutenberg:
- Eronivaldo da Silva Vasconcelos Junior, o Junior Vasconcelos – ex-prefeito de Fátima do Sul e escrivão da Polícia Civil.
- Rossana Paroschi Jafar – dentista e dona de gráfica;
- Olívia Paroschi Jafar – médica e dona da Clínica Ross, que também foi alvo;
- Felipe Paroschi Jafar – ex-comissionado na Agesul e filho de Rossana Jafar;
- Ed Carlo Britto Burgatt – ex-chefe da regulação de saúde do Estado (Core);
- Jéssyca Duarte Burgatt – filha de Ed e dona da Capital Saúde;
- Joatan Gomes Peixoto – empresário;
- Matheus Oliveira Peixoto – empresário;
- Francisco Anízio dos Santos – empresário;
- Douglas Henrique de Melo – empresário;
- Paulo Rogério de Melo – empresário e pai de Douglas;
- Gabriel Taquino de Paula – advogado;
Outros dois investigados continuam foragidos. Um deles é Giovanni Paroschi Jafar, no núcleo familiar das gráficas Jafar. O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) prendeu na terça (7) Rossana Paroschi Jafar e os filhos Olívia Paroschi Jafar e Felipe Paroschi Jafar.
Giovanni é sócio da gráfica Bold Tech Ltda. (CNPJ 15.508.499/0001-10), de layout e comunicação visual, e da empresa Nerd Lab Tecnologia e Comunicação Digital Ltda. (CNPJ 38.294.077/0001-94).
O outro empresário considerado foragido é Heyder Bartz, que é proprietário de uma editora de livros, a Superconteúdo Digital (CNPJ 49.113.607/0001-77), além da Morar Investimentos Ltda. (CNPJ 41.577.999/0001-13).
Operação apreendeu R$ 3 milhões em cheques


