Riedel faz alfabetização avançar e chegar a 66% em Mato Grosso do Sul
Mato Grosso do Sul alcançou 66% de crianças alfabetizadas ao final do 2º ano do Ensino Fundamental em 2025, avanço de 18,6 pontos percentuais em dois anos. O índice, que era de 47,4% em 2023 e passou para 55,8% em 2024, é resultado de uma política que o governador e candidato à reeleição, Eduardo Riedel (PP), colocou entre as prioridades da gestão: o MS Alfabetiza.
O programa reúne o Governo do Estado e os 79 municípios em ações de formação de professores, avaliação da aprendizagem, distribuição de materiais e acompanhamento dos resultados. A estratégia busca melhorar a alfabetização nos primeiros anos escolares, quando as crianças começam a desenvolver as habilidades que serão necessárias para acompanhar as demais disciplinas.
Apesar do avanço, os números mostram que cerca de um terço dos estudantes ainda não atingiu o padrão esperado para a idade. O desafio, portanto, passa a ser manter o ritmo de crescimento e alcançar as crianças que continuam com dificuldades de leitura e escrita.
Formação de professores
Uma das frentes do MS Alfabetiza é a formação continuada dos profissionais. Para Anna Paula Pedrozo, professora alfabetizadora, a troca de experiências entre educadores ajuda a encontrar novas estratégias para lidar com turmas que apresentam diferentes níveis de aprendizagem. “Ter um momento de pausa para realizar uma formação específica em alfabetização é fundamental. Ao dialogar com as colegas, percebo que nossas angústias são as mesmas”, afirma.
O programa também trabalha com o conceito de “alfaletrar”, que associa o ensino do sistema de escrita a situações reais de leitura e produção de textos. “Não se trata de um método rígido ou exclusivo. A proposta é ensinar letras, sons e o sistema de escrita ao mesmo tempo em que a criança vivencia práticas reais de leitura e escrita no cotidiano”, explica a professora.
Programa reúne Estado e municípios
Criado em 2021, o MS Alfabetiza funciona em regime de colaboração entre o Governo do Estado e os 79 municípios. A parceria busca apoiar principalmente as redes municipais, que concentram grande parte das matrículas dos primeiros anos do Ensino Fundamental.
Entre as ações estão formação de professores e gestores, avaliação e monitoramento da aprendizagem, fortalecimento da gestão escolar, materiais complementares e cooperação entre as redes.
Em 2025, o Prêmio Escolas Destaque destinou R$ 3,6 milhões para reconhecer unidades com bons resultados e apoiar escolas que ainda precisavam avançar. Ao todo, 60 escolas foram contempladas, sendo 30 com R$ 80 mil e outras 30 com R$ 40 mil.
A proposta é também estimular a troca de experiências entre escolas com desempenhos diferentes.
Índice saltou de 47,4% para 66%
O crescimento aparece nos resultados do Indicador Criança Alfabetizada, que avalia estudantes ao final do 2º ano do Ensino Fundamental.
Em 2023, 47,4% das crianças de Mato Grosso do Sul estavam alfabetizadas dentro do padrão esperado. O percentual subiu para 55,8% em 2024 e chegou a 66% em 2025, resultado divulgado em março de 2026
O avanço reforça uma das principais apostas da gestão Riedel na área da educação: atuar em conjunto com os municípios e acompanhar os resultados desde os primeiros anos da vida escolar. “Educação é um dos focos da nossa gestão”, afirmou o governador ao destacar a parceria entre Estado, prefeituras e profissionais da educação.
Na prática, porém, a política pública depende do trabalho realizado nas escolas. Professores, coordenadores, gestores e famílias são responsáveis por transformar metas e avaliações em aprendizagem.
Alcançar quem ficou para trás
O índice de 66% representa avanço, mas também revela o tamanho do desafio. Cerca de uma em cada três crianças ainda não alcançou o nível esperado de alfabetização na idade adequada.
Por isso, o MS Alfabetiza também prevê ações para estudantes do 3º ao 5º ano que chegaram a essas etapas sem dominar plenamente a leitura e a escrita.
O desafio da próxima etapa é identificar onde estão essas crianças e quais dificuldades enfrentam. A resposta passa pelo diagnóstico individual, formação dos professores, acompanhamento dos estudantes e estratégias de recomposição da aprendizagem.
Para a gestão Riedel, o avanço do indicador demonstra que a política de alfabetização vem produzindo resultados, mas a meta não se encerra nos 66%. O próximo passo é fazer com que o crescimento chegue justamente aos estudantes que ainda não conseguiram acompanhar o ritmo esperado.


