Terror no semáforo: homem armado com caco de vidro ameaça mulheres na Afonso Pena
O homem que tentou atacar uma motorista no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Avenida Presidente Ernesto Geisel, região central de Campo Grande, tem causado terror entre os condutores, principalmente mulheres.
Nesta segunda-feira (19), ele foi flagrado por uma câmera veicular tentando atacar uma motorista que estava parada no semáforo. O episódio gerou repercussão e várias testemunhas relataram situações semelhantes no local, reafirmando o comportamento agressivo do suspeito, que estaria em situação de rua.
Um motociclista de aplicativo, de 29 anos, comentou que precisou desviar do rapaz para conseguir trafegar pelo trecho. Ele lembrou que, dias atrás, passava pelo local com uma passageira e percebeu o suspeito raspando na mulher.
“Ele fica atacando as mulheres quando elas param no semáforo. Se não dá dinheiro para ele, ele fica dando murro nos carros, incomodando os passageiros. Ele já agrediu uma menina de moto. Não sei se ele estava com uma faca, com um caco de vidro na mão, mas ele foi para cima da menina”, falou.
De acordo com o relato do motociclista, o homem costuma aparecer no semáforo nos horários de pico e atacar mulheres. “Se a pessoa não dá dinheiro, ele avança, ele fica com caco de vidro, uma faca na mão. E ele avança nas mulheres porque percebo que fica com receio quando os homens param. Então, ele sempre quer atacar as mulheres”, afirmou.
Ato obsceno
O relato do motociclista reforça o que uma motociclista de aplicativo contou à reportagem na manhã desta quarta-feira (21). Ela comentou que já presenciou o homem praticando ato obsceno semanas atrás.
“Esse indivíduo colocou a genitália para fora há cerca de duas semanas. O sinal fechou, todos pararam e ele começou a pedir dinheiro. Não obtendo o dinheiro, ele quis fazer xixi, mostrou a genitália e urinou ali, na frente de todo mundo”, revelou a condutora, indignada.
Em relato à reportagem, a motorista de aplicativo disse que já deu algumas moedas ao homem, e elas foram jogadas ao chão. “Lembro que, uma vez, eu dei algumas moedas para ele; ele olhou as moedas e jogou tudo no chão. A partir daquele momento, eu nunca mais dei nada, parei de ajudá-lo”, contou.
A vendedora Noila Bandeira, por sua vez, falou que nunca passou por problemas semelhantes no trânsito, mas ficou com medo ao saber do episódio de segunda-feira (19). “Eu não tenho problema onde passo, mas, [depois da agressão registrada], dá medo. Eu mesma já fui assaltada, então fecho o vidro e não deixo ninguém chegar perto”, disse.
A situação também gerou receio no aposentado Juvenal de Farias, que passava pelo trecho na manhã desta quarta-feira (21). “Mas não pode fazer nada, né? Tem de passar. Dá muito receio”, falou.

‘Não pode nem ficar com vidro aberto no Centro’
Há três anos, uma técnica de enfermagem de 36 anos foi agredida na região central de Campo Grande por um homem que também havia pedido dinheiro. “Estávamos eu e meu marido no carro; um homem veio e pediu dinheiro. Meu marido disse que não tinha, ele se virou, veio do meu lado e me agrediu. Machucou meu braço. Se não tivesse fechado o vidro rápido, poderia ser pior”, relatou.
Revoltada, a técnica de enfermagem recordou outra situação e lamentou o fato de não poder dirigir com o vidro do carro aberto na região central da cidade.
“Outra vez, na mesma época, eu estava com minhas duas pequenas no carro, na Rua Dom Aquino. Um cara veio e bateu no vidro. Dei sinal de não, e ele começou a esmurrar o capô do carro. Morri de medo. A gente não pode nem ficar com vidro aberto no centro da cidade. Revolta!”, desabafou a mulher.

Apesar de os relatos serem muitos, a reportagem do Jornal Midiamax orienta que as vítimas registrem boletim de ocorrência na delegacia mais próxima, para que a polícia tenha conhecimento da denúncia formal.


