Governo propõe novas regras que aumentam exigências para concurso de delegado de polícia em MS

O governador Eduardo Riedel enviou à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, nesta segunda-feira (26), um projeto de lei que altera as regras para quem deseja se tornar Delegado da Polícia Civil no estado.

A principal mudança é a exigência de, no mínimo, três anos de experiência na área jurídica ou policial, além do já obrigatório diploma de bacharel em Direito.

A medida tem o objetivo de adaptar as regras estaduais à nova lei federal que regulamenta as polícias civis em todo o país, garantindo que profissionais com mais experiência assumam a função.

Pela proposta, os três anos de experiência deverão ser comprovados no momento em que o candidato for tomar posse do cargo. Para atingir esse tempo de atividade jurídica, serão aceitos trabalhos como:

  • Exercício da advocacia (com participação em pelo menos cinco atos por ano);
  • Funções públicas exclusivas para formados em Direito ou que exijam esse conhecimento de forma predominante;
  • Atuação como conciliador ou mediador em tribunais (com carga horária mínima exigida);
  • Cursos de pós-graduação (1 ano para especialização, 2 anos para mestrado e 3 anos para doutorado).

Estágios acadêmicos realizados antes da formatura não contarão para esse tempo. Já no caso da atividade policial, será válido o tempo de serviço prestado em qualquer força de segurança pública reconhecida pela Constituição (como Polícia Militar, Federal, entre outras).

Mais rigor e valorização

O projeto de lei também estabelece outras três novidades importantes para a carreira:

  1. Prova oral obrigatória: Passa a ser exigida como etapa eliminatória e classificatória nos concursos para Delegado;
  2. Pontos extras para policiais civis: O tempo de serviço de quem já atua na Polícia Civil será obrigatoriamente valorizado com pontos na fase de avaliação de títulos do concurso para Delegado;
  3. Idade mínima: Fica formalizada a idade mínima de 18 anos para ingresso na carreira da Polícia Civil.

Na mensagem enviada aos deputados estaduais, o governo destacou que as alterações buscam selecionar candidatos preparados para a complexidade do cargo e que as novas regras não vão gerar aumento de gastos aos cofres públicos.

O texto agora passará por análise e votação na Assembleia Legislativa.

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