“Até que a Morte nos Repare” estreia no Sesc Cultura
“Até que a Morte nos Repare” é o nome do novo espetáculo de teatro do diretor Nill Amaral, da Cia Ofit (Associação Cultural Oficina de Interpretação Teatral), com estreia nesta quinta-feira.
Em cartaz no Sesc Cultura, as apresentações serão realizadas nos dias 9, 10 e 11 (de quinta a sábado), sempre às 19h30min.
Com entrada gratuita e classificação indicativa a partir dos 12 anos, os ingressos poderão ser retirados 30 minutos antes de cada sessão. A unidade do Sesc Cultura fica localizada na Avenida Afonso Pena, nº 2.270, Centro.
Como um thriller, o espetáculo traz uma narrativa cheia de surpresas e suspenses a cada cena, em que o público passa a ter contato com pistas e álibis do mosaico de um crime.
Esse quebra-cabeça, cujas peças não se encaixam com precisão, é o mote que atravessa a reconstituição de cenas, entre dúvidas e corpos prestes a explodirem. A cada detalhe, uma sequência de versões sobre o suposto ocorrido cria um ambiente onde todos são suspeitos.
O espetáculo é o resultado do projeto Amadores II, e a dramaturgia foi criada a partir de um processo colaborativo, como destaca o diretor Nill Amaral.
“A construção do texto contou com a consultoria dramatúrgica de Éder Rodrigues. No decorrer dos ensaios, eu propunha vários temas para serem improvisados, e um deles resultou no texto da peça, em que o dramaturgo fez uma orientação organizando e propondo a escrita das cenas”,
afirma.
ELENCO MISTO
Já o elenco é formado por cinco artistas amadores que compartilham o palco com um ator e uma atriz profissionais.
“Em dezembro, iniciamos todo o processo e, no mês seguinte, fizemos a seletiva dos atores amadores”, pontua Nill, que no processo de montagem da peça priorizou as experimentações.
“Não me preocupei com o resultado final em si, embora tudo tenha se encaminhado nessa direção. Ao perceber a densidade cultural do trabalho, dei enfoque ao experimento de diferentes linguagens teatrais para que os atores pudessem encontrar na essência do teatro a melhor forma de se expressarem, revelando, assim, múltiplas possibilidades de sentidos, por meio da fala e dos signos da cena [iluminação, texto, música, etc.], que o levem ao contato com o domínio do ofício de ser ator”, comenta.
Tanta pesquisa para construção das personagens de “Até a Morte nos Repare” tem desencadeado bons resultados na montagem da peça de teatro e, consequentemente, empolgado o elenco, que tem aprendido muito em tão pouco tempo.
“TUDO DIFERENTE”
“É tudo muito diferente para mim. Estou gostando muito do processo, da dramaturgia, que não é linear, e também da possibilidade de dividir o palco com dois artistas experientes [Ligia Prieto e Samir Henrique], que têm sido generosos em cena”, afirma a atriz Melinda Almeida, de 19 anos, que vê em Amadores II a possibilidade de criar seu networking
no Estado.
“Vim do interior de São Paulo para MS e aqui está sendo o meu recomeço. Não tenho como prever o que vai acontecer, mas, sem dúvida, é uma chance maravilhosa de inserção no cenário cultural”, conta Melinda.
Outro que está entusiasmado com a imersão nas técnicas teatrais é o escritor e produtor cultural Viny Almeida, de 28 anos.
DO AUDIOVISUAL
“Sou do audiovisual, então, meu entendimento sobre atuação vem do cinema. Brinco que é uma oportunidade ‘full HD’ dos princípios básicos do teatro, porque a todo tempo o Nill Amaral nos passa referências de técnicas e de estilos diferentes do fazer teatral. Há um estímulo para que façamos pesquisas que enriqueçam as personagens”, diz o artista, que pretende aplicar o conhecimento adquirido em seus novos trabalhos.
Conhecimento que é potencializado com a colaboração do artista Gil Esper, cuja missão é captar a sinergia dos atores e a potência do texto, criando um diálogo com a iluminação e o cenário.
“A questão da visualidade da cena é a segunda etapa de montagem da peça. Estamos trabalhando com algumas ideias na concepção tanto da luz quanto das cenas. O elemento cadeira, por exemplo, vai ser trabalhado em diversos momentos de forma ressignificada”, revela Gil.
FICHA TÉCNICA
Ligia Prieto, Samir Henrique, Stephanie Verazzi, Bruno Samaniego, Karine Araújo, Melinda Almeida e Vini Willyan compõem o elenco em cena do espetáculo.
A direção é de Nill Amaral, e a consultoria dramatúrgica é de Éder Rodrigues. Coordenação de criação de espaço e visualidade da cena, Gil Esper; iluminação e montagem, Rodrigo Bento; videografia e arte design, Bruno Augusto; assistente de vídeo, Thiago Cunha; e produção Cia Ofit, Thays Nogueira.
“Até que a Morte nos Repare” é parte do projeto Amadores II que conta com recursos do Programa de Fomento ao Teatro (Fomteatro), da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Campo Grande (Sectur).
O trabalho tem também a correalização do Sesc Cultura e da Fecomércio MS, e o apoio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, do governo do Estado.
AMADORES II
Ao todo, o projeto extrapolou o marco de 100 inscritos no processo seletivo. Do total, 20 candidatos participaram, por dois dias, de uma vivência no Sesc Cultura ao lado do diretor Nill Amaral e da atriz Ligia Prieto.
Mais do que uma simples audição, os encontros buscaram quebrar a quarta parede entre direção e elenco em potencial.
Em sua segunda edição, o trabalho surgiu do desejo de prosseguir com um dos principais projetos da Cia Ofit, o Amadores: O que você gostaria de dizer através do teatro e não teve a oportunidade?, concebido em 2017, que resultou na montagem da peça “Pedra Bruta – Ensaio para Colher o Provisório das Coisas”, espetáculo apresentado 20 vezes.
Informações sobre o projeto e o andamento da montagem da peça podem ser acompanhadas via @ofitcia.
Serviço
Estreia do espetáculo de teatro “Até que a Morte nos Repare”
Datas e horário: dias 9, 10 e 11 (quinta, sexta e sábado), sempre às 19h30min.
Local: Sesc Cultura – Avenida Afonso Pena, nº 2.270, centro de Campo Grande.
Entrada Gratuita.
Retirada de ingresso será feita com 30 minutos de antecedência.
Classificação: 12 anos.
Mais informações pelo telefone: (67) 3317-1792.
Sujeito à lotação do local.