Buraco vira cratera, engole calçada e Rua do Seminário amanhece interditada
Para evitar que os estragos aumentem, e na intenção de prevenir possíveis acidentes, a rua do Seminário amanheceu interditada nesta terça-feira (12), já que o buraco – aberto ainda na últimas semana devidos às fortes chuvas – ganhou novas proporções, já engolindo parte da calçada e deixando uma verdadeira cratera no local.
Conforme a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), as obras na rua do Seminário começam a partir de amanhã (13), com prazo de 30 dias para conclusão, caso as chuvas não atrapalhem o andamento dos serviços nesse período de um mês.
Nesse ponto será necessário fazer a reestruturação do tubo armco que sofreu danos durante a chuva do final de novembro.
Quem segue pela rua do Seminário fica impedido de seguir antes mesmo de chegar na Associação Franciscanas Angelinas (Afrangel), com o desvio colocado na esquina da rua Diocese de Campo Grande.
Também, a Sisep destaca que, enquanto durar a interdição, os usuários da Rua do Seminário precisam utilizar a Rua Canaã para chegar à Avenida Prefeito Heráclito Diniz de Figueiredo, via que liga [entres outros bairros] o Estrela do Sul e nascente do Segredo ao centro da cidade.
Moradores “ilhados”
Há seis anos morador da rua do Seminário, o pedreiro Edinaldo Alves, de 37 anos, conta que a interdição da via começou ainda na noite desta segunda-feira (11), sendo que o local estava provisoriamente interditado pelos próprios vizinhos, para evitar maiores problemas.
Morando com a mulher e quatro filhos, ele conta que, quando o assunto é locomoção, as coisas se complicam e é necessário deixar o carro na garagem.
“Estou trabalhando perto, e agora vou a pé, porque tem que deixar o carro aí, ninguém sabe quando vai mexer. E sem poder sair a gente tem que pegar ônibus”, comenta.
Edinaldo espera uma providência rápida, e aposta numa trégua das chuvas para que os serviços comecem e tenham andamento sem paralisações. Ele revela também um erro justamente na interdição local, para quem vem pela Rua Corguinho para a do Seminário.
“O ruim é que não trancaram lá no começo [rua Corguinho], então o pessoal chega aqui na Afrangel e se depara com a interdição”, complementa ele.
Aposentada pelo INSS, Lucimara Aparecida, 41 anos, vive com seu esposo há dois anos na rua do Seminário e conta como viu o buraco inicialmente pequeno ganhar novas dimensões até se transformar em uma cratera.




