Em dezembro do ano seguinte, Stephanie de Jesus da Silva e Christian Campoçano Leitheim — mãe e padrasto de Sophia — foram condenados a 52 anos de prisão, somadas as duas penas. O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) recorreu para que as penas do casal fossem aumentadas.
Na segunda-feira (16), conforme decisão da 2ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), o pedido do MPMS foi acatado e os réus tiveram as penas aumentadas, que, juntas chegam a quase 70 anos de reclusão.
Segundo o documento a que o Jornal Midiamax teve acesso, Stephanie foi condenada a 26 anos, seis meses e 11 dias de reclusão. Christian teve a pena por homicídio fixada em 26 anos, seis meses e 11 dias, e a de estupro fixada em 14 anos, somando 40 anos, seis meses e 11 dias.
A decisão judicial também destacou a personalidade agressiva e irresponsável dos réus. “Em relação à personalidade, a prova documental colacionada aos autos é insuficiente para corroborar que os recorridos possuíam “personalidade agressiva, imatura, insensível, irresponsável, perversa e fria”, ainda mais quando inexistentes outras declarações prestadas por testemunhas que conheciam os réus nesse sentido”, diz trecho da decisão.
Além do homicídio que vitimou Sophia, mãe e padrasto são acusados de tortura e maus-tratos contra a menina. Em outubro passado, a Justiça condenou o Estado e o Município ao pagamento de indenizações por danos morais e materiais a Jean Carlos Ocampo da Rosa e Igor de Andrade Silva Trindade — pai biológico e padrasto de Sophia.

Assassinato de Sophia
Sophia morreu no dia 26 de janeiro de 2023 após passar por várias internações. As investigações da polícia revelaram que a mãe, Stephanie, levou a menina até uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) quando ela já estava sem vida. Naquele dia, ela chegou à unidade sem acompanhante e informou o marido sobre a morte de Sophia.
Além disso, a polícia identificou indícios de estupro na criança. Durante as investigações, uma testemunha contou que, após receber a informação sobre a morte de Sophia, o padrasto teria dito a frase: “Minha culpa”.
Também, uma das contradições apontadas na investigação é o fato da mãe dizer que, antes de ser levada para atendimento médico, a menina teria tomado iogurte e ido ao banheiro. A versão foi contestada pelo médico legista, que garantiu que, com o trauma apresentado nos exames, Sophia não teria condições de ir ao banheiro ou se alimentar sozinha.
Por fim, a autópsia apontou que Sophia pode ter agonizando por até seis horas antes de morrer. Após o início das investigações, a polícia prendeu o padrasto e a mãe da menina.



