CPMI do INSS aprova quebra de sigilo e prisão preventiva para investigados
Nesta quinta-feira (5), a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS aprovou a quebra de sigilo e prisão preventiva de investigados por fraude. A quebra de sigilo fiscal atinge diretamente servidores do INSS, filhos de investigados e 36 empresas.
Então, dos 57 requerimentos aprovados, 51 tratam de quebra de sigilo. Já as prisões preventivas, são direcionadas aos ex-presidentes investigados:
- Felipe Macedo Gomes, ex-presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas Brasil Clube de Benefícios;
- Igor Dias Delecrode, ex-presidente da Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista;
- Américo Monte Júnior, ex-presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios;
- Anderson Cordeiro de Vasconcelos, dirigente da Associação Master Prev;
- Marco Aurélio Gomes Júnior, apontado como dirigente da Amar Brasil Clube de Benefícios, Master Prev Clube de Benefícios, Associação Nacional de Defesa Dos Direitos Dos Aposentados e Pensionistas (ANDDAP) e Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista (AASAP); e
- Mauro Palombo Concilio, contador de diversas empresas beneficiadas com descontos indevidos.
Outros requerimentos
Requerimentos com a solicitação da quebra do sigilo bancário e fiscal de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, foram entregues em 3 de fevereiro aos membros da CPMI do INSS. Contudo, estes não passaram por votação na primeira sessão de retorno do recesso parlamentar.
Parlamentares de campos opostos apresentaram os pedidos. O deputado Rogério Correia (PT-MG) protocolou a solicitação contra o senador e sua empresa de advocacia.
Enquanto o deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES) pediu ao Coaf o envio de Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) e a quebra de sigilos de Lulinha entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026.
Assim, o pedido feito pelo PT contra o filho de Jair Bolsonaro diz respeito ao período de primeiro de janeiro de 2019 a 2 de fevereiro de 2026. Segundo Rogério Correia, a administradora do escritório de Flávio é Letícia Caetano dos Reis, irmã de Alexandre Caetano dos Reis, sócio em uma empresa do “Careca do INSS”.



