Foragida, integrante de quadrilha que escondia drogas em cofres embutidos em paredes é capturada

Foragida desde o início de dezembro, uma mulher de 30 anos, investigada por tráfico de drogas em Maracaju, foi capturada no Jardim Noroeste, em Campo Grande, na última terça-feira (10).

A acusada estava foragida desde 5 de dezembro, quando um mandado de prisão preventiva foi expedido em seu desfavor. No dia 10 daquele mês, dois líderes de uma organização criminosa que usava cofres embutidos na parede de uma residência foram presos durante a Operação Casa Bomba II, em Maracaju.

Na época da operação, a mulher e os dois líderes estavam com mandado de prisão em aberto. Contudo, somente os dois líderes foram presos e, desde então, a acusada estava foragida.

No fim da tarde de terça-feira (10), a mulher foi capturada pela equipe da Romu (Ronda Ostensiva Municipal) da GCM (Guarda Civil Metropolitana) na Rua Bartolomeu Mitre. Os guardas realizavam patrulhamento na via quando viram que a mulher se deparou com a viatura e fez menção de correr em direção a uma viela.

Diante da suspeita, a mulher foi abordada, se identificou e falou que estaria sendo procurada pela Justiça de Maracaju. A equipe checou a identidade dela e constatou um mandado de prisão em aberto em desfavor da mulher. Assim, ela foi encaminhada para a delegacia.

A defesa da mulher entrou com pedido de revogação da prisão preventiva com liberdade provisória. Na manhã desta quinta-feira (12), ela passou por audiência de custódia, ocasião em que o magistrado explicou que somente a Comarca de Maracaju poderá apreciar a manutenção ou não da prisão. Logo, ele determinou que o caso seja encaminhado com urgência a 1ª Vara da Comarca de Maracaju.

Operação Casa Bomba II

A prisão dos líderes e dos quatro suspeitos aconteceu durante a Operação Casa Bomba II, desdobramento de uma apreensão de grande quantidade de drogas feita em julho deste ano na cidade. Naquela data, os policiais encontraram drogas em cofres embutidos dentro da parede de um imóvel e o caso passou a ser investigado.

As investigações revelaram que as drogas apreendidas nos cofres — avaliadas em aproximadamente R$ 120 mil — eram usadas como reserva de valor pelo grupo criminoso. Inclusive, a casa onde os entorpecentes ficavam escondidos havia sido adquirida com dinheiro do tráfico.

Diante dos fatos, foi pedida a prisão preventiva dos líderes e o sequestro da residência. Com a autorização judicial, a Polícia Civil de Maracaju deflagrou a Operação Casa Bomba II no dia 10 de dezembro, com apoio de equipes da Polícia Civil de Rio Verde, do 15º BPM (Batalhão de Polícia Militar), CGPA (Grupamento Aéreo), Batalhão de Choque e Canil do 11º BPM.

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