Enquanto 45 universidades brasileiras caem, UFMS sobe 20 posições em ranking mundial
A UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) está entre as cinco universidades brasileiras que melhoraram sua posição no ranking 2026 do CWUR (Center for World University Rankings). Enquanto 45 das 52 instituições brasileiras avaliadas perderam posições na classificação mundial, a universidade sul-mato-grossense foi na contramão e avançou 20 colocações.
Os dados, divulgados nesta segunda-feira (1ª), fazem parte do CWUR e avaliaram 21.291 instituições de ensino superior em todo o mundo e selecionaram as 2 mil mais bem classificadas.
A UFMS passou da 1.367ª posição global em 2025 para a 1.347ª em 2026. No cenário nacional, a universidade também melhorou seu desempenho, saindo da 52ª para a 32ª colocação entre as instituições brasileiras presentes no ranking.
Apesar do cenário adverso enfrentado pelas universidades brasileiras, a UFMS registrou leve crescimento em sua pontuação geral, passando de 68,7 para 68,8 pontos. Assim, a instituição se manteve entre as 6,4% melhores universidades avaliadas no mundo.
Em 2025, a UFMS também registrou crescimento no THE (Times Higher Education) Latin America University Rankings, sendo a única instituição de Mato Grosso do Sul presente na classificação. Na ocasião, ocupou a 23ª posição entre as universidades federais, a 32ª colocação no Brasil e o 64º lugar entre as instituições da América Latina e do Caribe. Na edição anterior, a UFMS figurava na faixa entre a 101ª e a 125ª posição regional.
Como o ranking é calculado

A metodologia do CWUR considera indicadores de educação, empregabilidade, qualificação do corpo docente e pesquisa científica. A pesquisa tem o maior peso na composição da nota final, respondendo por 40% da avaliação.
Os dados mostram que o desempenho brasileiro foi marcado por uma queda generalizada de 87%. Das 52 universidades do país presentes na lista, 45 recuaram no ranking, duas mantiveram suas posições e apenas cinco avançaram. Além disso, 44 instituições tiveram piora especificamente no indicador de pesquisa.
Conforme a organização, a redução do desempenho científico e a crescente concorrência internacional com universidades mais bem financiadas contribuíram para esse resultado.
USP segue líder no Brasil
No topo da lista nacional permanece a USP (Universidade de São Paulo), que, apesar de seguir como a brasileira mais bem colocada, caiu uma posição no ranking global e agora ocupa o 1


