Justiça confirma absolvição de delegado acusado de assédio por atrapalhar quadrilha no Detran-MS

A Justiça negou recurso e confirmou a absolvição do delegado da Polícia Civil e ex-corregedor do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) que foi acusado de assédio sexual por atrapalhar esquema de fraudes no órgão de trânsito.

Conforme o relato do despachante, que chegou a ser preso pelas fraudes e, atualmente, é monitorado sob tornozeleira eletrônica, o grupo articulou para tirar o delegado do cargo, pois o esquema precisava de alguém mais ‘maleável’ no cargo.

Conforme entrevista do despachante à reportagem, em 2024, o delegado estaria causando ‘problemas’ no esquema de fraudes do grupo, com sucessivas ações contra as irregularidades dentro do órgão.

Sem sucesso em tirar o delegado do cargo, a então servidora comissionada colocada no órgão pelo parlamentar após atuar em campanha política, Yasmin Osório Cabral, fez denúncia formal de assédio sexual contra o homem.

Yasmin chegou a responder por falsa comunicação de crime, já que na época em que foi interrogada na delegacia de polícia recusou-se a entregar o celular que poderia provar o que dizia.

Dessa forma, a sentença crava: “absolver o acusado Alberto Vieira Rossi, da imputação da prática da conduta tipificada no artigo 216-A do Código Penal, posto que provada a inexistência do fato (CPP, art. 386, I) e da autoria (CPP, art. 386, IV)“.

A defesa de Yasmin, representada pelo advogado Ewerton Bellinati, afirmou que irá recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). “Respeitamos a decisão, mas iremos recorrer”, declarou.

 

detran-Ms fraude
David Chita e Yasmin Osório são réus por fraudes no Detran-MS. (Henrique Arakaki, 

David tentou delação

David afirmou que tinha como provar todas as acusações e que a possível delação poderia derrubar suposta quadrilha com servidores do órgão, empresários, delegados de polícia, assessores e políticos. No entanto, a delação foi barrada na PGR (Procuradoria-Geral da República), em .

Chita afirmava ter provas de ter repassado mais de R$ 1,2 milhão ao grupo chefiado pelo parlamentar no período em que o esquema criminoso operou.

Depois, o despachante chegou a ser preso e, mesmo após ter deixado o presídio, não tentou fazer uma nova delação.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *