Mãe de detenta morta asfixiada em presídio de Campo Grande pede justiça: ‘torturaram’
A travesti Dandara Vick, de 34 anos, foi morta em março de 2025 dentro de uma cela após ser asfixiada por dois detentos. Flabson Amaro dos Santos Alves e Rita Cadillac, nome social da ré, são acusados de asfixiar a vítima até a morte. No Tribunal do Júri, que acontece nesta quinta-feira (25), a família pede que a dupla seja condenada.
Em frente ao fórum, Kalu Além relembrou o dia em que precisou fazer o reconhecimento do corpo da filha. Kalu conta que recebeu uma ligação afirmando que Dandara havia sido morta dentro da cela. “Eu fiquei sabendo através de uma visita que estava saindo de lá e ligou para meu filho, falando que mataram a Dandara”, relembra.
A mãe da travesti pede que a dupla acusada pela morte pague pelo crime. “Estamos aqui hoje para pedir justiça. Quero que os dois sejam condenados. Porque o que eles fizeram com meu filho não se faz com um animal. Meu filho foi amarrado e torturado”, disse.
Além disso, Kalu contou como os dias têm sido difíceis após a morte de Dandara. “Eu sofro muito como mãe. Depois que meu filho morreu, acabou minha alegria. Eu não sou mais uma mulher alegre porque tiraram um pedaço de mim. E quero que eles paguem pela morte do meu filho”, relatou.
Crime
O crime teria acontecido após os dois acusados pedirem para a vítima sair da cela. Diante da negativa, Flabson teria segurado e Rita Cadillac usou uma toalha para asfixiar a vítima por 50 minutos até que Dandara morresse.
O crime aconteceu no dia 22 de março do ano passado dentro do IPCG (Instituto Penal de Campo Grande). Os réus estavam em isolamento e estavam na mesma cela.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima foi encontrada com os pés e mãos amarradas, com uma toalha no pescoço.

