Maio Amarelo: comunidades indígenas de MS participam de palestras sobre conscientização no trânsito
Comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul participaram de ação de mobilização sobre o Maio Amarelo durante a última semana. A iniciativa trabalhou temas como conscientização, educação para o trânsito e valorização da vida e segurança viária, especialmente entre motociclistas indígenas.
O projeto foi idealizado pelo Cetran-MS (Conselho Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) e realizado em parceria com os órgãos municipais de trânsito das cidades que receberam a ação. A iniciativa percorreu as aldeias Bananal (Aquidauana), Ñande Ru Marangatu (Antônio João) e Lagoinha (Miranda).
Conforme o Cetran-MS, a ideia surgiu após a entidade identificar altos índices de sinistros envolvendo as comunidades visitadas, principalmente em rodovias estaduais e federais, além da grande quantidade de motociclistas que circulam sem capacete nas comunidades indígenas.
Durante as ações, foram realizadas palestras, orientações e rodas de conversa sobre direção responsável, proteção à vida e a importância do uso correto do capacete. Cerca de 600 indígenas participaram diretamente das atividades, sendo aproximadamente 350 adultos e jovens, além de 250 crianças e adolescentes alcançados pelas ações educativas e preventivas.
Além das palestras, foram distribuídos panfletos educativos com a mensagem oficial do Movimento Maio Amarelo 2026: “Enxergar o Outro, Salvar Vidas”. Para garantir a inclusão das comunidades atendidas, a frase-tema da campanha também foi traduzida para as línguas maternas dos povos Terena e Guarani-Kaiowá, valorizando a identidade cultural e ampliando o alcance da conscientização.
A presidente do Cetran-MS, Regina Maria Duarte, destaca que a ação representou a aproximação da entidade com os povos originários. “Quando falamos em enxergar o outro, também precisamos enxergar as realidades das comunidades indígenas e entender suas necessidades. Esse projeto levou conscientização, mas principalmente respeito, diálogo e a valorização da vida.”
Pacto pela Vida no Trânsito
Durante a ação também foi realizada a assinatura do “Pacto pela Vida no Trânsito”, firmado entre a presidente do Cetran-MS e as lideranças indígenas das aldeias participantes. O compromisso busca incentivar novas ações educativas e preventivas dentro das próprias comunidades, fortalecendo a conscientização sobre segurança viária nas aldeias indígenas.
Além disso, houve um momento simbólico, com o “Guardião da Vida no Trânsito”, representado por um capacete de motociclista adornado com um cocar tradicional de cada aldeia visitada. O símbolo uniu proteção, identidade cultural e valorização da vida.
Por fim, mais de 60 capacetes foram entregues gratuitamente às comunidades indígenas atendidas, por meio de doações e parcerias privadas.




