Moradora se desespera ao ver casa destruída por incêndio em Campo Grande: ‘Não tenho para onde ir’

“Não tenho para onde ir. E agora, meu Deus, o que vou fazer?”, questiona Lidijane Laura Montovani Martins, esteticista de 47 anos, aos prantos, ao ver a própria casa destruída pelo fogo às 7h30 desta segunda-feira (31). O Corpo de Bombeiros foi acionado uma hora antes, mas o incêndio se alastrou por toda a residência de madeira, na Rua dos Ferroviários, bairro Cabreúva, em .

A mulher, que se apresenta como dependente química desde os 15 anos, passou o fim de semana fora de casa e encontrou o cenário de destruição ao voltar, nesta segunda (31). “Cheguei agora, ninguém me avisou”, conta Lidijane, chorando. A residência era da família há décadas, desde a época em que a Estação Ferroviária ainda funcionava, e foi herdada por Lidijane, que morava sozinha no imóvel há 15 anos.

O fogo começou por volta das 6h15 e os bombeiros receberam o primeiro chamado às 6h30. As chamas ficaram altas e a fumaça podia ser vista a quilômetros de distância. Em pouco tempo, não sobrou quase nada na residência, que era de madeira. Fuligem, fumaça e cinzas agora tomam o espaço, enquanto militares fazem o rescaldo do incêndio. Apenas o banheiro, único cômodo de alvenaria, resistiu ao fogo.

 

“Eu perdi tudo. Documentos, roupas, geladeira, fogão, cama. Tudo”, lamenta Lidijane.

Agora, ela pede ajuda e doações para reconstruir a vida. Se você puder ajudar, entre em contato: (67) 981461693.

Combate ao fogo

As causas do incêndio ainda são investigadas. Vizinhos suspeitam de curto-circuito ou de que ela possa ter esquecido algo ligado, o que já ocorreu outras vezes. A moradora, por sua vez, acredita ter sido alvo de incêndio criminoso. “Sábado roubaram a fiação aqui do lado, já roubaram minha casa também. Eu acho que foi maldade”, diz.

O soldado Monteiro, do Corpo de Bombeiros, diz que altas labaredas atingiram a residência, feita de material altamente combustível. “A casa foi toda consumida pelo fogo, ainda que a equipe tenha combatido o incêndio”, explica. “Somente o banheiro, que é de alvenaria, ficou em pé”, completa.

Ele esclarece que ninguém estava no local, então não houve vítimas. Os militares utilizaram mais de 2,5 mil litros de água para finalizar o combate às chamas, além do volume empregado durante os trabalhos de rescaldo.

 

Assistência social

Após a publicação desta matéria, por volta das 10h, a SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social) informou que equipe do SEAS (Serviço Especializado de Abordagem Social) vai ao local para oferecer os serviços da rede de assistência social para a moradora. O Cras (Centro de Referência de Assistência Social) da região também irá acompanhar o caso.

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