‘Praia’ de Campo Grande virou point, mas falta de banheiro deixa frequentadores na mão

“Me sinto em casa”, é o que diz a recolhedora Ana dos Santos, de 35 anos, ao visitar a Orla do Aeroporto de . Natural de Alagoas, ela contou que o local lembra a praia de Maceió, mesmo não tendo mar.

O ponto turístico é procurado por diversas famílias principalmente para observar o pôr do sol e acompanhar as decolagens e aterrissagens. O local ganhou o apelido de ‘praia de Campo Grande’ por ter um clima litorâneo, mesmo sem ter o principal.

A semelhança confunde até mesmo quem vem de uma cidade litorana, já que toda vez que vai ao local, Ana sente familiaridade com a orla e quase se esquece que está em Mato Grosso do Sul e não em Maceió. Ela gosta de ir à orla para andar de bicicleta e aproveitar o clima.

“De vez em quando, quando sobra um tempo, eu venho. Geralmente venho com meu esposo e meus filhos, mas hoje vim sozinha. Sempre que tô estressada ou quero fazer exercícios, andar de bike eu venho”, contou em entrevista ao Jornal Midiamax.

Mas, o local está longe de ser um oásis. Já que a área ainda tem infraestrutura precária e oferece algumas experiências desconfortáveis aos frequentadores.

Para Ana, o maior problema é a falta de organização do espaço, já que ciclistas dividem a área com as pessoas que trabalham na orla.

“Essa parte do ciclismo junto com as pessoas que trabalham com mercadorias acaba atrapalhando os treinos. A gente tem que parar, descer da bicicleta pra não machucar alguém. Podia ter um espaço só pra bicicleta”, disse.

Mesmo os recém-chegados já conseguem enxergar pontos de melhoria. Este é o caso da mineira Michele Souza. Ela chegou há um mês em Campo Grande e visitou a orla pela primeira vez neste domingo (3).

Ela apontou que as calçadas precisam de uma revitalização, mas o verdadeiro imbróglio é a falta de sanitários.

Por causa disso, Michele precisou ir ao Aeroporto Internacional para poder fazer suas necessidades.

A mesma dificuldade foi compartilhada pela jovem Fernanda Ketelen, de 23 anos, que trabalha com brinquedos na orla há cerca de cinco anos.

Fernanda contou que a falta de um banheiro gera transtornos e acaba aumentando as despesas, já que para utilizar um sanitário é preciso ir em outro estabelecimento, onde o uso do toalete é cobrado.

“Aqui falta banheiro. Quando a gente precisa, ou vai na tabacaria ou no mercado. Na tabacaria tem que pagar, é dois reais”, relatou.

Apesar dos pontos negativos, a orla tem seu encanto. Mesmo com as ressalvas, a mineira Michele pontuou que gostou do local.

“É um ambiente agradável. Acho que aqui não substitui outros lugares, mas é mais uma opção. Pretendo voltar mais vezes”, finalizou.

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