Vai declarar o Imposto de Renda? Confira 7 erros comuns que podem travar a restituição
A entrega da DIRPF (Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física) 2026 começa nesta segunda-feira (23), com prazo que se estende até 29 de maio. No entanto, alguns erros comuns podem resultar na retenção de declarações na malha fina e travar a restituição.
Segundo dados da Receita Federal, cerca de 1,4 milhão de declarações ficaram retidas por inconsistências em informações de rendimentos, deduções e dependentes em 2024. Em 2026, novas regras integram o Imposto de Renda, como a restituição “quase automática” e o Cashback IRPF, destinado às pessoas que não são obrigadas a declarar o imposto.
Mesmo assim, os contribuintes ainda estão sujeitos a deslizes na hora de declarar o imposto. Conforme a tributarista e especialista em gestão tributária Maynara Fogaça, a maioria dos problemas pode ser evitada com organização prévia e atenção aos detalhes. “A malha fina não está ligada apenas a grandes omissões. Pequenos erros de digitação, divergências entre fontes pagadoras e deduções mal comprovadas já são suficientes para gerar retenção.”
Apesar disso, o cruzamento de dados pela Receita Federal tornou o processo mais rigoroso, o que reduz a margem de erro e aumenta as chances de identificar inconsistências. Os contribuintes podem utilizar a declaração pré-preenchida para o IRPF, mas devem estar atentos às informações.
Quais são os erros mais comuns e como evitá-los?
Segundo a tributarista, os cidadãos devem seguir uma lista de cuidados para evitar cair na malha fina. Os procedimentos incluem o período antes, durante e depois do preenchimento da declaração. São eles:
- Organizar toda a documentação com antecedência: reunir informes de rendimentos, comprovantes médicos, recibos de educação, contratos e documentos de bens evita omissões e preenchimentos incorretos.
- Conferir os dados com os informes das fontes pagadoras: comparar os valores declarados com os informes enviados por empresas, bancos e instituições financeiras é essencial para evitar divergências.
- Atenção com despesas médicas: verificar se os gastos são realmente dedutíveis e manter comprovantes válidos. Despesas sem documentação adequada são uma das principais causas de retenção.
- Declarar corretamente dependentes e seus rendimentos: incluir dependentes exige informar também todos os rendimentos vinculados a eles. Omissões nesse ponto costumam gerar inconsistências.
- Evitar duplicidade de informações: não declarar o mesmo dependente em mais de uma declaração e garantir que despesas não sejam lançadas em duplicidade.
- Revisar todas as informações antes do envio: uma checagem final pode identificar erros de digitação, valores inconsistentes ou campos incompletos.
- Considerar apoio especializado em casos mais complexos: situações que envolvem múltiplas fontes de renda, investimentos ou patrimônio exigem maior atenção técnica; por isso, pode ser recomendada a cooperação de um profissional.
Cair na malha fina não é necessariamente uma irregularidade grave. No entanto, pode gerar transtornos, atrasos na restituição e necessidade de comprovação documental.
“Evitar a malha fina é uma questão de organização e responsabilidade. Com cuidado, é possível declarar corretamente e evitar dores de cabeça”, completa a especialista.

