Embriagado, advogado que atropelou casal foi preso com 13 cervejas no carro

O advogado de 37 anos, preso por atropelar um casal no bairro Santa Fé, em Campo Grande, estava com 13 garrafas de cerveja no carro na noite de terça-feira (14). Ele foi preso em flagrante por tentativa de homicídio.

O acidente aconteceu no cruzamento da Rua Antônio Maria Coelho com a Nortelândia, quando um casal ocupava uma motocicleta e foi atingido pelo Caoa Chery Tiggo 8 Pro conduzido pelo advogado.

Na ocasião, o advogado estava conduzindo o veículo pela Rua Nortelândia na contramão, em direção à Avenida Mato Grosso. Ele desviou de um motociclista de aplicativo e bateu contra a moto do casal. Depois, teria desembarcado do carro e tentado fugir, mas foi alcançado por moradores, que queriam agredi-lo.

Socorristas do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foram acionados e constataram que o condutor da moto sofreu fratura na perna e apresentava sinais de convulsão. A passageira, uma enfermeira de 35 anos, sofreu fratura no pulso direito. O casal foi encaminhado para a Santa Casa — o motorista foi para a área vermelha, com suspeita de trauma na coluna e sangramento na cabeça.

13 cervejas no carro

O BPMTrân (Batalhão da Polícia Militar de Trânsito) foi acionado para o local, juntamente com a Polícia Civil e Perícia. Dentro do carro do advogado, foram encontradas 13 cervejas, sendo 12 garrafas e uma lata da bebida alcoólica. Ele foi submetido ao teste de bafômetro, que resultou em positivo para ingestão de álcool.

Como o advogado foi encaminhado à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Tiradentes para atendimento médico, não foi possível interrogá-lo na delegacia. Ele ficou em observação na unidade, sob escolta policial.

De acordo com o boletim de ocorrência, a polícia recebeu uma denúncia de que havia um motorista de um carro usando entorpecentes dentro do veículo no bairro Mata do Jacinto. A placa é semelhante ao Tiggo 8 Pro do advogado.

Vídeos registrados por populares mostram o advogado alterado e, aparentemente, desorientado no local. “Ele falava que tinha pessoas perseguindo ele, e que, nas ruas em que ele virava, as pessoas viravam também”, relatou uma testemunha.

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